Uma das fotos oficiais que registraram a visita da presidente Dilma a Cuba, mostra uma Dilma com um olhar distante. Ao lado de Raul Castro, a conversa parece ter um tom de explicações por parte do comandante em chefe da ilha. E ao que tudo indica as explicações seriam talvez em relação a uma blogueira e seu pedido de licença para ir ao país das maravilhas chamado Brasil.
Dilma, que viveu um grande momento da sua vida nos anos 60, sonhava em construir um país com liberdades e garantias e também livre da corrupção, de desvios de dinheiro de toda ordem. Um país que fizesse uma reforma agrária que atendesse a todos os trabalhadores do campo. E ainda, que defendesse também, a autodeterminação dos povos. Ela tinha, na época, como referência o país o qual estava visitando.
No entanto, uma blogueira parece querer estabelecer uma situação de pena e de querer negar todo um processo histórico que apesar de suas contradições, vem sobrevivendo a implacável luta contra um sistema que hoje vive uma de suas piores crises, gerando desemprego e privando os trabalhadores de suprimento de suas necessidades no mundo todo.
Dilma não negou o tal visto, pelo contrário o concedeu. Para Dilma, e milhões de brasileiros, a luta pelas liberdades já é passado. Mas o pior de tudo é ter que conviver com as armadilhas de um estado brasileiro cheio de vícios e armadilhas que sempre beneficiam a velha oligarquia brasileira. Pior ainda é ter que conviver com a abastada família Sarney e tantas outras para poder governar.
A revoltada blogueira cubana nem de longe sabe que um país como o Brasil não serve em nenhum momento como referência de liberdade e muito menos do que se pensa ser maravilhoso. Um país que caça diploma de jornalista e que busca controlar o mundo de informações e vive uma ciranda de corrupção, e ainda detém uma boa quantia de trabalhadores em regime de escravidão, está longe de ser um país sério.
Embora tudo à seu tempo, Dilma talvez estivesse sim, ali na foto, pensando: “essa blogueira não tem ideia do que realmente é um cerceamento de liberdade”. Dilma, assim como muitos brasileiros que viveram o horror de uma real ditadura jamais deixaram de defender a liberdade. Certamente ela, Dilma, estaria ali pensando: “nossa dor e sofrimento jamais foram publicados em sites de relacionamento, nossos gritos ficaram entre quatro paredes e nossa luta não era apenas por um visto”.
parabéns pelo o artigo.
ResponderExcluirmuito bom esse artigo.
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